O crescimento do setor de alimentação fora do lar chama atenção e, naturalmente, incentiva muita gente a empreender. Todos os anos, milhares de bares, cafeterias, padarias e restaurantes abrem no Brasil, impulsionados pelo desejo de ter o próprio negócio, trabalhar com algo que se ama e conquistar mais autonomia.
Mas os números mostram que abrir é apenas o primeiro passo.
No Brasil, cerca de 20% das empresas fecham ainda no primeiro ano de funcionamento. Quando o recorte é ampliado, o cenário se torna ainda mais desafiador: menos da metade dos negócios chega aos cinco anos de vida. Isso significa que, para muitos empreendedores, o sonho acaba antes mesmo de se consolidar.
No setor de alimentação, essa realidade é ainda mais sensível. Trata-se de um segmento com custos altos, margens apertadas, mão de obra intensa e uma rotina que não permite pausa. Forno não espera, cliente não espera e contas também não. Além disso, fatores como clima, localização, público e hábitos locais influenciam diretamente no resultado.
Na prática, isso explica algo que aprendemos vivendo o Empório: existir demanda não garante sustentabilidade. O movimento pode ser bom, as pessoas podem gostar, mas se o formato do negócio não estiver alinhado com a realidade da cidade, da família e da rotina, o desgaste aparece rápido.
Muitos negócios fecham não por falta de qualidade ou de esforço, mas por falta de planejamento, estrutura e apoio técnico. Empreender sem entender custos reais, precificação, fluxo de caixa e capacidade operacional torna o caminho muito mais difícil.
Esses números não servem para desanimar, mas para trazer consciência. Eles mostram que entusiasmo precisa caminhar junto com estratégia. Que paixão sustenta o começo, mas organização sustenta a continuidade.
E é exatamente por isso que, no próximo ponto, entra um fator decisivo para aumentar as chances de sobrevivência: contar com profissionais certos desde o início.
Sobre a autora
Marília Souza trabalha com gastronomia e gestão de alimentos, com experiência prática em cálculo de CMV, precificação e produção artesanal.
No Empório Nosso Recanto, aplica diariamente estratégias de custo, margem e lucro em receitas e produtos vendidos ao público.
No blog Sabor que Lidera, compartilha receitas, cálculos de custo e ideias de negócios gastronômicos para quem quer cozinhar melhor ou começar a vender comida.
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