Quando olhamos para os números de fechamento de empresas no Brasil, fica evidente que o problema raramente é falta de vontade, esforço ou paixão. Na maioria das vezes, o que faz um negócio encerrar as atividades está na base: falta de planejamento, decisões tomadas no improviso e ausência de orientação técnica. É justamente nesse ponto que a importância de profissionais qualificados no empreendedorismo se torna clara.
Muitos empreendedores começam sozinhos, tentando economizar ao máximo. Criam o cardápio, definem preços “na sensação”, deixam questões legais para depois e vão ajustando tudo conforme o negócio anda. Essa escolha, embora comum, costuma cobrar um preço alto — principalmente no setor de alimentação, onde os custos são elevados, as margens apertadas e os erros aparecem rápido.
Empreender no ramo de alimentos exige decisões corretas desde o início. Um erro no cálculo de preço, um layout mal pensado ou um enquadramento tributário inadequado podem comprometer o caixa em poucos meses. Por isso, contar com profissionais qualificados não significa engessar o sonho. Pelo contrário: significa dar estrutura para que ele sobreviva.
Um contador experiente, por exemplo, ajuda a escolher o regime tributário adequado, organiza o fluxo de caixa e evita surpresas fiscais que podem consumir todo o lucro do negócio. Além disso, ele oferece uma visão clara dos números, permitindo que o empreendedor tome decisões com base em dados, e não apenas na intuição.
Já um arquiteto ou designer especializado em negócios de alimentação entende algo que vai muito além da estética. Ele pensa em circulação, funcionalidade, ergonomia e experiência do cliente. No nosso caso, o projeto do Empório fez toda a diferença. A organização do espaço facilitou o trabalho da equipe, melhorou o atendimento e impactou diretamente a percepção do cliente.
Esse aprendizado se conecta com outros desafios que já compartilhei, como em Como conciliar maternidade e empreendedorismo, na prática , onde falo sobre a importância de dividir responsabilidades e buscar apoio para sustentar o negócio ao longo do tempo.
Outro apoio essencial vem de consultores ou profissionais com vivência prática no setor. Eles conseguem enxergar o negócio de fora, com distanciamento emocional. Muitas vezes, são essas pessoas que identificam riscos invisíveis para quem está envolvido demais no dia a dia.
Existe um medo comum entre empreendedores de que buscar ajuda profissional faça o negócio “perder a alma”. Na prática, acontece o oposto. Os profissionais certos ajudam a preservar a identidade do negócio, criando estrutura para que ela se sustente ao longo do tempo.
Segundo orientações, dos principais profissionais da área, a falta de organização inicial é uma das principais causas de fechamento de empresas no Brasil. Planejar não é burocracia — é sobrevivência.
Com orientação técnica, o empreendedor deixa de apagar incêndios o tempo todo e passa a atuar de forma mais estratégica. Isso libera energia para focar no que realmente importa: produto, atendimento, qualidade e relacionamento com o cliente.
Na nossa trajetória, ficou claro que buscar ajuda desde o início fez diferença. Não foi um custo, foi um investimento. Ter profissionais ao nosso lado trouxe mais segurança para tomar decisões difíceis e mais clareza para ajustar o caminho quando necessário. Procurar ajuda não é fraqueza — é maturidade.
Existe uma romantização do empreendedor que faz tudo sozinho. Mas, na prática, negócios que duram são aqueles que entendem que ninguém cresce isolado. Empreender não precisa — e não deve — ser solitário.
Paixão é essencial, mas não sustenta um negócio sozinha. Planejamento, estratégia e orientação técnica são o que permitem que o sonho continue existindo depois da fase inicial. Se os números mostram que permanecer é mais difícil do que abrir, então os profissionais certos fazem parte da base de quem consegue ficar.
Unir sonho com estratégia é o que transforma um projeto em um negócio de verdade — e negócios bem estruturados têm muito mais chance de durar.
Marília Souza trabalha com gastronomia e gestão de alimentos, com experiência prática em cálculo de CMV, precificação e produção artesanal.
No Empório Nosso Recanto, aplica diariamente estratégias de custo, margem e lucro em receitas e produtos vendidos ao público.
No blog Sabor que Lidera, compartilha receitas, cálculos de custo e ideias de negócios gastronômicos para quem quer cozinhar melhor ou começar a vender comida.
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